RECICLAGEM E SEUS PERCALÇOS

Divulgação Interna: Assessoria de Sistemas da Qualidade da Diretoria de Administração e Finanças da Coppe/UFRJ RPS. 07/07/2006

Estamos acostumados a pensar que a reciclagem é a solução perfeita para as questões ambientais que afligem a sociedade moderna. Na verdade, dentro do esquema dos “3 erres” (reduzir, reusar e reciclar), a reciclagem vem na última posição – isso mesmo, em último lugar !

Como ponto de partida, os que buscam uma conscientização ambiental devem tomar atitudes que reduzam a demanda de matérias-primas para a fabricação dos mais diversos artefatos; evitar o desperdício é uma delas, e das mais acessíveis. Trata-se de um grande desafio de ordem educacional e cultural numa sociedade de consumo do descartável.

Há soluções tecnológicas que permitem a redução da quantidade de matéria-prima necessária hoje à fabricação de um produto: por exemplo, as latinhas de alumínio têm hoje menos 40% de massa que suas congêneres de 30 anos atrás; em outras palavras, consegue-se hoje fabricar mais latinhas com a mesma quantidade de alumínio que nos anos 1970, sem prejuízo da qualidade do produto.

Em segundo lugar, deve-se tentar empregar um determinado produto usado em outra finalidade, evitando exatamente o consumo de outros produtos ou matérias-primas. Um exemplo típico desta prática e o reaproveitamento de embalagens vazias, inclusive para finalidades diversas da destinação original.

O reuso possui uma característica peculiar, que é o baixo ou nulo consumo de energia e insumos para a sua realização, diferentemente do que ocorre com a reciclagem. Quando não há condições de reutilização (como no caso de um vidro quebrado), lança-se mão da reciclagem, que consome energia e insumos (água, mão-de-obra etc) para transformar o produto usado em novos artigos. Sendo muito melhor reciclar resíduos do que descartá-los no meio-ambiente, poluindo-o.

A reciclagem se enquadra, como os demais aspectos da questão ambiental, num contexto interdisciplinar: ela tem como grande vantagem a redução do consumo energético frente à fabricação do mesmo produto a partir de fontes primárias. A questão do consumo energético prende-se à disponibilidade a partir de fontes fósseis, que são limitadas – petróleo, carvão, gás natural; da energia nuclear, grande geradora de resíduos perigosos, e da energia de origem hidrelétrica, que é dependente do ciclo da água, que sofre com as alterações climáticas que pairam sobre o planeta atualmente.

Por isso as indústrias em geral vem dando muita atenção à reciclagem, inserida no escopo “atuação responsável”, cuja filosofia adota procedimentos de melhoria contínua em vários ramos da atividade industrial, com destaque para a redução na emissão de efluentes, controle de resíduos (geração e reciclagem), saúde e segurança no trabalho. Assim, todo o ciclo de vida de um produto químico é cuidadosamente analisado para evitar riscos ao meio ambiente, sendo a reciclagem uma alternativa.

A arte da reciclagem é mais complexa do que parece à primeira vista. Não se trata simplesmente de jogar plásticos, embalagens de aço, alumínio, papéis etc em um determinado processo. Há diversas precauções a serem tomadas quando se deseja empreender um negócio neste ramo.

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